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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eternas Promessas


Vivemos em um mundo, no qual os valores cristãos perdem lugar diante de princípios provenientes da sociedade contemporânea. As relações humanas movem-se à sombra de interesses que vão muito além do amor ao próximo.
E essa mudança de valores alterou a forma com que o homem se relaciona com o seu criador. Quantas vezes, na hora da adversidade, procuramos a Deus, rezamos, iniciamos novenas e fazemos promessas, muitas vezes simples de serem cumpridas, porém quando as coisas se normalizam esquecemos o prometido. Contudo, lembremos o que diz o livro do Eclesiastes: “Se prometes algo a Deus, não demores em cumprir. Não lhe agrada uma promessa insensata, o que tiveres prometido, porém, cumpre-o! É muito melhor não prometer do que depois da promessa não cumprir o prometido” (Ecl. 5, 3-4). Não se promete o que de antemão não se pretende cumprir. Deus não é um comerciante e tão pouco necessita de nossos favores, ao contrário, somos nós que recorremos a sua infinita benevolência e graça. Devemos ser filhos dispostos a obedecer e aceitar os desígnios do Pai, usando de nossas provações para glorificar as maravilhas de Deus, e assim realizar o projeto divino em nossas vidas, ou seja, seguir a Cristo de coração aberto, preparados por meio da oração para desamparos, e cruzes que venham a surgir em nossa caminhada. Aquele que crê e espera tudo alcança sem a necessidade de comprometer-se em dar algo em troca ao Senhor, que espera de nós apenas o verdadeiro amor de filhos.
Portanto é necessário que abandonemos nossas vontades particulares e reconheçamos assim como fez Santa Terezinha: “Tudo fora de Deus não passa de vaidade”.




Por: Vanessa Rodrigues

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